As manobras de Pinto da Costa - " A carraça "

Veja-se que bastou ficar três anos seguidos sem ganhar o campeonato, de 2000 a 2003, com inúmeros problemas com treinadores e jogadores, para Pinto da Costa começar a ser contestado pelos adeptos anónimos (claque Super Dragões principalmente), como nunca o fora. Esses três anos foram muito duros, com esperas à porta do estádio e insultos aos dirigentes, treinadores e jogadores.
Já em 1995, o clube tinha retirado apoio à claque devido a incidentes num jogo em Guimarães. Entre 2000 e 2002, as bocas à administração, jogadores e treinadores à porta do estádio são duras. “Foram vender perus para comprar pintainhos”, “Vai-te embora, ó mouro.”, “Têm de ser responsabilizados quando algo está mal.”, “Vocês são uma vergonha!”, “Os problemas têm mais a ver com a SAD do que com o treinador.”, “Vamos apoiar o que resta do FC Porto: as camisolas.”, “Já não existem jogadores à Porto.”, “Esperamos que os jogadores correspondam em campo, caso contrário, sabemos como pedir-lhes contas.”, “Os problemas do FC Porto foram sendo encobertos durante muito tempo pelas vitórias, por isso é que o clube está como está…”, “SAD rua!”,
“Ó Pinto da Costa, podes ir andando.” e “Joguem à bola!” são alguns dos mimos que a claque Super Dragões distribui e que se podem ler nos jornais.
A tensão é tão grande que, num certo jogo, em Setembro de 2000, após as críticas públicas dos Super Dragões, aparecem no local onde costumam ficar no estádio indivíduos estranhos à claque, que a mesma identifica como “seguranças da noite do Porto”. Muitas vezes apelidada de corpo de intimidação de Pinto da Costa, não deixa de ser curioso ver os Super Dragões acusarem Pinto da Costa de os estar a intimidar. Só que um golpe de mestre leva-o a apostar em José Mourinho e as vitórias voltam. No dia 5 de Maio de 2003, na festa do título, iria confessar ao Record: “Já me tinham feito o funeral…”

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